O Nintendo Switch 2 completou um ano de mercado em junho com uma ficha de recordes: 3,5 milhões de unidades nos primeiros quatro dias — o lançamento mais rápido da história da Nintendo, e, segundo a Niko Partners, de qualquer console —, mais de 19 milhões vendidos até março de 2026, e Mario Kart World, o título de lançamento vendido em bundle, já acima de 14 milhões de cópias.

O primeiro ano, porém, terminou com sinais mistos. Em fevereiro, o presidente Shuntaro Furukawa admitiu que as vendas internacionais vinham 'um pouco mais fracas que o esperado'. Em março, a Bloomberg reportou que a Nintendo cortou a produção planejada em mais de 30% — de cerca de 6 milhões para 4 milhões de unidades trimestrais — após a demanda americana desacelerar.

O aumento de preço que travou o Japão

O episódio mais revelador veio do mercado doméstico: em 25 de maio, a Nintendo elevou o preço do console no Japão de ¥49.980 para ¥59.980, citando condições de mercado. O efeito foi imediato — depois de uma corrida de compras pré-aumento com semanas acima de 200 mil unidades, as vendas despencaram 87%, para pouco mais de 31 mil unidades semanais.

O Switch 2 provou a força da marca Nintendo no lançamento — e agora testa, em tempo real, a elasticidade de preço do consumidor de games.
Renato Brito, ARS Geek

A leitura de um ano é de sucesso com asterisco: a base instalada cresce em ritmo recorde, o catálogo (com exclusividades como os clássicos de GameCube no Nintendo Switch Online) amadurece, mas a combinação de preço alto e macroeconomia adversa impõe um teto que o antecessor não conhecia. O segundo ano — e o inevitável confronto com o lançamento de GTA VI fora do ecossistema — dirá se a Nintendo mantém a cadência.