Neste fim de semana, Superman completou um ano de lançamento. Estreou em 11 de julho de 2025 e fechou com US$ 618,7 milhões no mundo — US$ 354,2 milhões domésticos e US$ 264,5 milhões internacionais. Foi a maior bilheteria de filme de super-herói de 2025 e marcou a primeira vez desde O Cavaleiro das Trevas, em 2008, que um filme da DC superou todos os lançamentos da Marvel de um mesmo ano.

A abertura de US$ 125 milhões domésticos foi a maior da história para um filme solo do Superman, à frente de O Homem de Aço. E o filme mostrou pernas: queda de apenas 54% no segundo fim de semana — melhor retenção que Capitão América: Admirável Mundo Novo e Thunderbolts* no mesmo ano —, sinal clássico de boca a boca positivo. Segundo a imprensa de negócios de Hollywood, o lucro teatral superou US$ 100 milhões.

O que funcionou — e o que ficou de lição

A crítica recebeu bem: um Superman colorido, sincero e otimista, com David Corenswet, Rachel Brosnahan e Nicholas Hoult elogiados quase por unanimidade (ainda que parte das resenhas tenha achado o filme sobrecarregado de personagens). Krypto virou fenômeno instantâneo de merchandising. A lição amarga veio de fora: o desempenho internacional ficou aquém, especialmente na China, onde estreou em quarto lugar — analistas atribuíram o resultado à identificação do personagem com um patriotismo americano que viaja mal no momento geopolítico.

Superman não precisou ser o maior filme do ano: precisou provar que a DC sabia para onde estava indo. Provou.
Renato Brito, ARS Geek

Doze meses depois, o mais impressionante é a mudança de conversa. Em 2024, a pergunta era se a DC sobreviveria ao reboot; hoje, é se a Marvel consegue responder ao ritmo do DCU. Poucos filmes mudam a trajetória de um estúdio inteiro — Superman é um deles.