Quando Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito estreou no Japão em 18 de julho de 2025, o recorde caiu no primeiro dia: ¥1,64 bilhão e 1,15 milhão de ingressos — a maior abertura diária da história do cinema japonês. O fim de semana de três dias somou ¥5,52 bilhões, a maior estreia de todos os tempos no país. Dali em diante, o filme da Ufotable só colecionou marcos.
O total mundial fechou em US$ 793 milhões, tornando Castelo Infinito o filme japonês de maior bilheteria da história — superando o recorde que pertencia a Mugen Train desde 2020 — e a sétima maior bilheteria global de 2025. Nos Estados Unidos, a abertura de US$ 70 milhões estabeleceu o recorde de maior estreia de um filme internacional na história do mercado americano, e o total no país superou a marca que O Tigre e o Dragão segurava desde 2000.
A aposta na tela grande
Dirigido por Haruo Sotozaki, o filme adapta o arco final do mangá de Koyoharu Gotouge como o primeiro capítulo de uma trilogia anunciada em junho de 2024, logo após o fim da quarta temporada da série. A decisão de levar o clímax para o cinema — em vez de mais uma temporada de TV — repetiu a lógica de Mugen Train: o padrão visual da Ufotable, com sua fusão de animação tradicional e efeitos digitais, foi desenhado para justificar o ingresso.
“Castelo Infinito não é um filme que aproveitou uma audiência: é uma audiência global que a Ufotable construiu quadro a quadro por seis anos.”
Para a indústria, o recado é estrondoso: anime deixou de ser nicho de bilheteria no Ocidente. Os próximos dois filmes da trilogia já são, por definição, os lançamentos mais aguardados do mercado de animação mundial — e o teto que Castelo Infinito estabeleceu vai ser difícil até para a própria franquia bater.
