Três anos separaram a primeira temporada de Chainsaw Man de sua continuação — e a MAPPA usou o tempo para mudar de formato. Em vez de uma segunda temporada, o estúdio levou o material seguinte do mangá de Tatsuki Fujimoto para o cinema: Chainsaw Man – O Filme: Arco da Reze estreou no Japão em 19 de setembro de 2025, pela Toho, adaptando os volumes 5 e 6 da obra.
A aposta pagou: US$ 191,4 milhões de bilheteria mundial, o que coloca o filme entre os maiores lançamentos japoneses de todos os tempos, além de recepção positiva da crítica e indicação a Melhor Filme de Animação no Japan Academy Film Prize — na mesma edição em que Castelo Infinito venceu.
Uma bomba de relojoaria emocional
Dirigido por Tatsuya Yoshihara com roteiro de Hiroshi Seko, o filme adapta a história de Reze, a garota do café que se aproxima de Denji — e que é também a Demônio Bomba, enviada para caçá-lo. É o material mais romântico e mais cruel de Fujimoto: uma história de primeiro amor construída como armadilha, encerrada com uma das sequências de ação mais viscerais que a MAPPA já animou.
“O Arco da Reze é o coração partido do mangá — e o filme entendeu que a ação só devasta porque o romance antes convence.”
Para a MAPPA, o resultado encerra qualquer debate sobre o futuro da franquia: Chainsaw Man é agora uma propriedade de cinema tanto quanto de TV. E para os fãs de Fujimoto, fica a confirmação de que o material mais estranho e melancólico do shōnen moderno encontrou um público global à altura.
