Lançado em 19 de dezembro de 2025, Avatar: Fire and Ash encerrou sua carreira nos cinemas com US$ 1,49 bilhão arrecadados no mundo — US$ 404,3 milhões nos Estados Unidos e Canadá e US$ 1,086 bilhão nos demais territórios. O resultado colocou o filme como a terceira maior bilheteria de 2025 e levou a franquia Avatar, somando os três filmes, a ultrapassar a marca de US$ 6 bilhões.

A abertura global foi de US$ 347,1 milhões, com US$ 89,2 milhões no fim de semana de estreia doméstico — números que qualquer estúdio assinaria de olhos fechados, e que ainda assim vieram acompanhados de um asterisco: Fire and Ash é o filme de menor bilheteria da série, atrás dos US$ 2,92 bilhões do original de 2009 e dos US$ 2,32 bilhões de The Way of Water (2022).

O copo meio cheio e o copo meio vazio

A leitura pessimista é óbvia: a curva da franquia é descendente. A leitura otimista é mais interessante para quem olha o mercado como um todo. Em um ano em que pouquíssimos filmes passaram de US$ 1 bilhão, Cameron entregou o terceiro capítulo de uma saga com treze anos de intervalo entre filmes e ainda assim parou na frente de praticamente tudo que Hollywood lançou no ano.

Nenhuma outra franquia sustenta médias de US$ 1,5 bilhão por filme. O 'fracasso' de Avatar seguiria sendo o teto da concorrência.
Renato Brito, ARS Geek

Tecnicamente, o filme seguiu empurrando a fronteira da captura de performance debaixo d'água e da simulação de fogo e cinzas — o novo clã antagonista Na'vi, o Povo das Cinzas liderado por Varang, exigiu pipelines novos de efeitos da Weta FX. É esse investimento contínuo em P&D que mantém a série como referência de efeitos visuais da indústria.

O desafio de Cameron para os próximos capítulos não é técnico, é narrativo: provar que Pandora comporta histórias suficientes para justificar mais uma década de franquia. Os números de Fire and Ash dizem que o público ainda está disposto a embarcar — mas com um pouco menos de urgência do que antes.