Há praticamente um ano, em 25 de julho de 2025, a Marvel finalmente acertava o Quarteto Fantástico. Primeiros Passos abriu com US$ 117,6 milhões domésticos (US$ 216,7 milhões globais no fim de semana) e fechou a carreira com US$ 521,9 milhões no mundo — US$ 274,3 milhões nos EUA e Canadá e US$ 247,6 milhões internacionais, terminando entre as dez maiores bilheterias domésticas de 2025.

Mais importante que o número foi a recepção: 86% de aprovação no Rotten Tomatoes entre mais de 400 críticos, nota 65 no Metacritic e CinemaScore A−. O consenso da crítica elogiou exatamente o que as duas tentativas anteriores da Fox erraram: química de elenco sólida e uma identidade visual própria — o design retrô-futurista dos anos 1960 da Terra-828.

O truque foi sair do MCU para salvá-lo

A decisão criativa decisiva foi ambientar o filme em um universo paralelo, fora da continuidade principal. Sem dever de casa para o espectador, o filme pôde ser só uma aventura de família — Pedro Pascal (Reed), Vanessa Kirby (Sue), Joseph Quinn (Johnny) e Ebon Moss-Bachrach (Ben) contra Galactus. A ironia é que essa independência durou pouco: os quatro estão confirmados em Vingadores: Doomsday, em dezembro.

Primeiros Passos provou a tese mais simples do gênero: personagem bem escrito e direção de arte com personalidade valem mais que conexões de universo.
Renato Brito, ARS Geek

Um ano depois, o legado do filme é estratégico: ele devolveu à Marvel a confiança (e os personagens) para construir Doomsday, e estabeleceu que o público aceita — e talvez prefira — cantos do multiverso com estética e ritmo próprios. A Primeira Família chegou atrasada ao MCU, mas chegou inteira.