Lançado em 22 de maio de 2026, The Mandalorian and Grogu carregava um peso simbólico enorme: era o primeiro filme de Star Wars nos cinemas desde A Ascensão Skywalker, em 2019 — quase sete anos de jejum da franquia na telona. A abertura respondeu bem ao momento: US$ 82 milhões no fim de semana de três dias nos EUA, chegando a cerca de US$ 102 milhões no feriado estendido do Memorial Day, com US$ 165 milhões globais no período.

O fôlego, porém, não durou. O filme dirigido por Jon Favreau encerrou a carreira com US$ 340,5 milhões no mundo — US$ 177,4 milhões domésticos e US$ 163,1 milhões internacionais. É a décima maior bilheteria de 2026 até aqui, mas também o live-action de menor arrecadação da história de Star Wars.

Crítica fria, público quente

A recepção ajudou a explicar a curva: 64% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, com resenhas apontando um filme simpático porém televisivo demais para justificar a tela grande. O público discordou — 88% de aprovação da audiência —, repetindo um padrão que a série no Disney+ já mostrava: a dupla Mando e Grogu tem carisma à prova de balas, mas o apelo é de conforto, não de evento.

O filme provou que Star Wars ainda abre bem. O que ele não provou é que uma série esticada para o cinema segura três fins de semana.
Renato Brito, ARS Geek

Para a Lucasfilm, o resultado é um dado, não uma sentença. O próximo teste é radicalmente diferente: Star Wars: Starfighter, de Shawn Levy com Ryan Gosling, chega em maio de 2027 com história e personagens inéditos — a aposta oposta à nostalgia segura de Mando e Grogu. A comparação entre os dois resultados vai definir a estratégia de cinema da franquia para a próxima década.